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Crime organizado

Polícia prende quadrilha que vendia medicamentos ilegais

Operação cumpriu 21 mandados em Goiás e São Paulo, apreendendo antibióticos, anabolizantes e documentos falsos, enquanto líder do esquema permanece foragido

Por Valdir Justino 23 de setembro de 2026, 09:43
Policial cumprindo mandado
Policial cumprindo mandado — (Foto: divulgação/PC)

Uma quadrilha suspeita de vender medicamentos de forma ilegal entrou na mira da Polícia Civil (PC) durante operação contra a comercialização de emagrecedores, anabolizantes e remédios oncológicos com sinais de falsificação. O bando também é investigado por falsificar documentos, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, em endereços comerciais e residenciais situados de Goiás e São Paulo, além de cinco mandados de prisão temporária e uma prisão em flagrante. Entre os alvos está Polion Gomes Reinaux Gomes, apontado pelas investigações como líder do esquema. 

O investigado, porém, não foi encontrado e se encontra foragido. Segundo a corporação, Polion também é citado em outras investigações, conduzidas por diferentes forças policiais, relacionadas a crimes semelhantes aos investigados pela PC-GO.

Grande apreensão 

Conforme a PC, uma grande quantidade de antibióticos, medicamentos sujeitos a controle especial (tarja preta) e anti-inflamatórios foram localizados em uma residência, em Senador Canedo. No imóvel, também foi apreendido um bloco de receituário pertencente ao poder público. 

O material, segundo a corporação, estaria relacionado à tentativa, em tese, de fraudar os registros de entrada e saída de medicamentos do estoque de uma farmácia, com o objetivo de dar aparente regularidade à movimentação dos produtos.

Em outro estabelecimento comercial, situado em Goiânia, foram apreendidos medicamentos destinados ao crescimento, além de grande quantidade de medicamentos destinados ao emagrecimento. Os produtos serão submetidos à análise e conferência pelas equipes responsáveis. Aparelhos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos também foram apreendidos.

Interrogatório

Durante o interrogatório, um dos detidos informou que os medicamentos encontrados na residência, em Senador Canedo, eram mantidos no local para fins de comercialização, inclusive sem a exigência de receitas médicas. O investigado disse ainda que o bloco de receituário era para supostamente fraudar os registros de entrada e saída de medicamentos do estoque de sua farmácia.

A PC informou que segue com as investigações para aprofundar a identificação dos integrantes da organização criminosa, esclarecer a cadeia de aquisição, armazenamento e comercialização dos medicamentos e reunir novos elementos de prova das condutas investigadas. Não conseguimos localizar as defesas dos suspeitos para que se posicionassem.