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Vorcaro é levado para cela da PF em Brasília onde Bolsonaro ficou

Dono do Banco Master agora ficará em sala de 12 metros quadrados na Superintendência em Brasília

Por Paulo Moura 24 de março de 2026, 15:34 Última atualização: 24 de março de 2026, 15:45
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Vorcaro é levado para cela da PF em Brasília onde Bolsonaro ficou
Daniel Vorcaro Foto: Reprodução/YouTube / InvestNews BR

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta segunda-feira (23) para um espaço maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde a última quinta-feira (19). A partir de agora, ele passa a ocupar a mesma sala que abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

A estrutura tem cerca de 12 metros quadrados e conta com cama com colchão, mesa, cadeira e banheiro privativo, além de itens como ar-condicionado, janela, armário e frigobar. Trata-se de uma acomodação mais ampla em comparação às celas anteriores pelas quais Vorcaro passou desde que foi detido.

Até a semana passada, o empresário estava na Penitenciária Federal de Brasília, em uma cela isolada de aproximadamente seis metros quadrados, com estrutura mais restrita. Ao ser transferido para a Superintendência da PF, chegou a ficar inicialmente em uma cela provisória menor, com cerca de nove metros quadrados, antes de ser realocado.

A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. Em um primeiro momento, a Polícia Federal havia evitado conceder ao empresário o mesmo tipo de acomodação destinada a autoridades, como ex-presidentes. Após recurso da defesa, no entanto, houve a determinação para a transferência a um espaço maior.

Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, incluindo pagamentos indevidos a agentes públicos e a suposta montagem de uma estrutura clandestina para monitorar autoridades e jornalistas. O processo corre sob sigilo no STF.

Nos bastidores, há indicação de que a defesa avalia a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. Segundo o portal G1, o advogado José Luís Oliveira Lima, que representa o empresário, já sinalizou interesse à Polícia Federal e se reuniu com o ministro André Mendonça para tratar dos desdobramentos do caso, embora não haja confirmação oficial sobre eventual delação.