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O uso de gel pode causar queda de cabelo?

Saiba qual é a influência do gel e outros fixadores na queda de cabelo e a importância do uso correto desse tipo de produto

Por Eric Barbosa

Escolher quais são os produtos capilares usados na rotina de cuidados é fundamental para garantir a saúde dos fios, o que inclui o uso de gel e outros fixadores.

Nem todos os géis para cabelo são iguais e eles também diferem de outros tipos de fixadores. Entenda mais a seguir as opções, malefícios e relação com a queda de cabelo.

Gel e fixadores capilares: quais os malefícios à saúde capilar?

O gel de cabelo é um produto comum na finalização de penteados, sendo mais usado por homens que querem fixar os fios.

A composição do gel pode variar, mas um dos componentes mais usados é o PVP (Polivinilpirrolidona) ou outros acrilatos que, em geral, são dissolvidos em água ou álcool.

Apesar do nome, o gel também pode ser encontrado com textura de spray ou líquido, ainda que a versão espessa seja a mais comercializada.

Ao entrar em contato com o cabelo molhado, o gel absorve a água e cria uma película plástica que é responsável por endurecer e fixar a haste capilar, garantindo a preservação do penteado.

Existem outras opções de fixadores de cabelo que também são comuns, como pomadas, cera, pasta, mousse e spray.

Um dos principais fatores ao escolher um produto para o cabelo é avaliar a composição, especialmente no caso dos fixadores que permanecem no cabelo por extensos períodos.

O ideal é evitar produtos à base de óleos naturais ou derivados de petróleo que proporcionam mais brilho, mas são mais difíceis de remover, exigindo o uso de formulações mais pesadas e que podem ressecar o cabelo.

Opções à base de água, sejam géis, ceras ou pastas, são mais fáceis de remover e causam menos danos à saúde capilar.

Assim, o principal malefício à saúde capilar é um produto à base de óleo que pode acabar por ressecar o fio, o que não é uma ocorrência comum, mas pode acontecer.

O uso do gel no cabelo será mais prejudicial quando o produto for usado frequentemente de forma errada e em excesso.

O gel deve ser aplicado na extensão da haste capilar e sem contato com o couro cabeludo em pequena quantidade. Ele deve ser removido antes de dormir, evitando deixar o produto no cabelo no período noturno.

Quando o gel é usado em quantidade exagerada, com lavagem inadequada e em contato com o couro cabeludo ele pode prejudicar a transpiração do couro cabeludo.

O uso errôneo do gel será mais prejudicial em pessoas com quadros de dermatite seborreica, condição crônica que pode se agravar com o uso do produto, principalmente se de forma incorreta.

Gel e queda de cabelo

Uma dúvida comum é se o uso do gel está associado à queda de cabelo. Trata-se de uma ocorrência incomum, mas que pode acontecer em situações muito específicas.

Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é um tipo de queda de cabelo temporária que pode ser causado por fatores endógenos ou exógenos.

O uso do gel pode causar esse tipo de queda de cabelo apenas se o produto for de má qualidade, usado com frequência e de forma errada.

Pacientes com dermatite seborreica são mais propensos a ter quadros de eflúvio telógeno. Nesse caso, o gel pode agravar a condição e resultar no aumento da queda de cabelo devido ao quadro inflamatório do couro cabeludo.

Apesar disso, apenas um especialista poderá avaliar se o uso de gel está associado à dermatite seborreica e queda de cabelo.

Pode ser indicado reduzir o uso ou dar preferência para um fixador que agride menos o cabelo.

Alopecia androgenética

Outro receio comum é que o uso de gel – ou mesmo boné – resulte em um quadro de alopecia androgenética, conhecido popularmente como calvície.

A alopecia androgenética é uma condição hereditária, de forma que o paciente sem essa predisposição não vai desenvolver o problema ainda que faça uso do gel ou tenha hábitos inadequados com a saúde capilar.

Entretanto, em pessoas com tendência à alopecia androgenética, maus hábitos capilares podem antecipar ou acelerar a queda de cabelo.

No caso do gel ele não tende a agravar o quadro, a menos que seja usado de forma incorreta resultando em um quadro inflamatório no couro cabeludo.

Portanto, desde que usado corretamente, o gel capilar não tende a ser associado à queda de cabelo e nem à calvície.

Mas é importante escolher um produto de qualidade, formulado à base de água, e usá-lo corretamente, com uma rotina apropriada de higienização dos fios.

Saiba como a alimentação influencia na saúde capilar

A alimentação está diretamente associada à saúde capilar. Entenda se há relação com calvície masculina e em quais casos consultar o médico

A alimentação influencia na saúde como um todo e não seria diferente na saúde do cabelo.

A força, viço, cor e até comprimento dos fios estão diretamente relacionados ao que é ingerido diariamente.

Assim, ter uma boa alimentação é um primeiro passo para garantir cabelos bonitos. 

Conheça a seguir como é essa relação e quais os alimentos mais indicados.

Qual a importância da alimentação para saúde capilar?

A alimentação está diretamente relacionada ao cabelo, afinal, o processo de produção e a própria estrutura da fibra capilar depende de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais. Para se ter uma ideia, 85% do fio é composto por queratina, um tipo de proteína.

Apesar de muitos tratamentos e dermocosméticos prometerem nutrição e reposição de queratina, as vitaminas e nutrientes não podem ser absorvidos topicamente, dependendo sempre da sua ingestão.

Somente após o processo de digestão que os nutrientes são extraídos dos alimentos e passam, então, a ficar disponíveis ao cabelo.

Quando a alimentação não é suficientemente nutritiva, o organismo entra em alerta e direciona a reserva de nutrientes disponíveis às funções vitais, o que não inclui a manutenção da saúde capilar.

Dessa forma, quando há déficit nutricional, os cabelos estão entre os primeiros a serem afetados, ainda que demore de 2 a 3 meses para que a queda de cabelo se efetive.

Com uma alimentação saudável e balanceada, o corpo terá nutrientes suficientes para todas as suas funções, o que inclui o fortalecimento, crescimento e brilho do cabelo.

A opção por alimentos naturais e saudáveis, como legumes, frutas, verduras, grãos, cereais e carnes magras garante uma dieta balanceada e que contemple as diferentes necessidades do organismo, como:

● Vitaminas: participam de diferentes processos metabólicos e desempenho celular contribuindo, por exemplo, no sistema imunológico, renovação celular, produção hormonal e ação antioxidante, combatendo os radicais livres. As principais são a biotina, retinol e vitaminas C, D e E;

● Sais minerais: a maior parte deles deve ser obtida a partir da alimentação e eles atuam em processos diversos, como hormônios, composição de tecidos, transporte de nutrientes etc. Entre os mais importantes na saúde capilar estão ferro, zinco e selênio;

● Gorduras: boas gorduras são importantes na hidratação e, inclusive, na lubrificação dos tecidos. Algumas opções incluem oleaginosas, azeite de oliva; abacate, salmão (ômega 3) e linhaça;

● proteínas: as proteínas são responsáveis por dar estrutura aos tecidos. Elas atuam, por exemplo, no fortalecimento muscular e também na constituição da fibra capilar. Entre as recomendações estão: carne vermelha magra, frango, peixes (salmão e atum), lentilha, feijão e outras.

Portanto, a saúde capilar vai depender da ingestão equilibrada dos diversos macronutrientes, garantindo todas as necessidades orgânicas do corpo.

Qual a melhor dieta para o cabelo?

Quando conscientes da relação direta entre alimentação e saúde capilar, é muito comum as pessoas buscarem por uma dieta específica para crescimento e fortalecimento do cabelo.

Entretanto, não tem uma dieta que vai fazer com que o cabelo cresça saudável e forte, mas existem algumas recomendações que podem contribuir.

O indicado é valorizar as principais refeições do dia e incluir, diariamente, carboidratos, proteínas e vitaminas. Isso é possível por meio de pratos diversificados com legumes, verduras, hortaliças, grãos, cereais e carnes ou ovos.

Vegetais particularmente nutritivos são aqueles com folhas verde-escuras como brócolis, espinafre, couve e mostarda.

As frutas também são muito importantes e podem ser variadas no dia a dia, incluindo frutas vermelhas, como morango, cítricas, como laranja e kiwi, amarelas, como pêssego e melão e muitas outras.

Como fonte de proteína opte por versões mais saudáveis como as carnes magras, frango, frutos do mar, ovos e peixes.

Também é importante reduzir o consumo de ultraprocessados, condimentos, gorduras trans saturadas, doces e bebidas alcóolicas.

Alimentação e queda de cabelo

O déficit nutricional pode resultar na queda de cabelo do tipo eflúvio telógeno, especialmente em quadros de anemia nos quais ocorre o déficit de ferro.

Com o tratamento das causas, o crescimento e saúde capilar são restabelecidos dentro de cerca de seis meses. 

Em alguns casos, quando solicitados exames e constatado déficit, o tratamento pode envolver o uso de suplementação vitamínica. Entretanto, ela não deve ser realizada sem orientação médica, uma vez que a hipervitaminose também pode resultar em queda de cabelo.

Também é comum que homens com calvície recorram a suplementos para saúde capilar. Entretanto, é fundamental que qualquer abordagem seja orientada por um médico especialista após avaliação individualizada do caso.

O déficit nutricional não causa calvície masculina, no entanto, em pacientes com predisposição genética, a queda de cabelo devido à má alimentação pode antecipar ou agravar o quadro.

Caso suspeite de calvície masculina, o ideal é buscar orientação médica especializada e, a partir das recomendações, fazer ajustes na alimentação e estilo de vida que colaborem para o controle da condição.

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