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O poder de polícia de Lewandowski é humilhado por Querubim e Tatu

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Do alto dos seu dáblius, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que “o Estado não hesitará em usar poder de polícia” para combater a divulgação das fake news no período eleitoral.

A declaração foi dada na inauguração de mais uma repartição pública empenhada na defesa da nossa intrigante democracia.

A repartição, aberta no TSE do ministro Alexandre de Moraes, tem nome longo, assim como é longo o inquérito das fake news, que hoje faz cinco anos, um a mais do que durou a Primeira Guerra Mundial. Diga-se em favor do inquérito que ele ainda tem um ano a menos do que a Segunda Guerra Mundial.

O poder de polícia de Ricardo Lewandowski não funciona a contento contra bandidos de verdade. Veja-se o baile que o ministro está levando de Rogério da Silva Mendonça, o Querubim, e Deibson Cabral Nascimento, o Tatu.

Hoje, 14 de março, temos outra efeméride a comemorar: completa-se também um mês que os bandidos se escafederam da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, prisão que deveria ser de segurança máxima, mas está mais para queijo suíço. Eles abriram um ridículo buracão na parede e deram no pé. Faz 12 dias que os dois foram vistos pela última vez, apesar de caçados por 600 agentes, drones, helicópteros e, agora, cães farejadores chiques levados de São Paulo.

A fuga já deixou de ser baile para virar humilhação, mesmo que ambos sejam capturados. Ao que parece, Querubim e Tatu recebem ajuda do Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, facção da qual são integrantes. O crime avilta as autoridades brasileiras, porque é muito mais organizado e determinado do que elas.

Ricardo Lewandowski está seguro de que os celerados continuam na região do presídio. Ontem, ele disse que anteontem “houve rastreamento positivo, que foi feito a partir da constatação de que cães de determinada casa ficaram bastante agitados”. Muito científico.

Lula, por sua vez, mostrou certa impaciência para ampliar o perímetro das buscas. “Ou esses caras já conseguiram sair da região que a gente está investigando ou estão sendo ajudados por alguém. Já se tem provas de que eles receberam carros e armas para fugir”, disse o presidente. Na sua ambiguidade crônica, porém, ele já sinalizou que a caça tem prazo para acabar. É que, como brasileiro esquece rápido, não faz sentido manter a incompetência governamental no noticiário. O único cálculo, aqui, é político.

O poder de polícia do ministro Ricardo Lewandowski atemoriza no mundo virtual das tias do zap. No mundo real, os criminosos fazem gato e sapato dele.

Por: Mario Sabino

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