Menu
Goiás

Mulher é assassinada em Niquelândia após revogar medida protetiva contra ex

Amabhia Chinagria Pereira da Silva de 28 anos é assassinada após retomar contato com ex-companheiro acusado de agressão

Por Valdir Justino 14 de junho de 2025, 18:03 Última atualização: 14 de junho de 2025, 18:04
Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Mulher é assassinada em Niquelândia após revogar medida protetiva contra ex

Amabhia Chinagria Pereira da Silva, de 28 anos, natural de Porangatu (GO), foi morta neste sábado (14), em Niquelândia, após um histórico de agressões cometidas pelo ex-companheiro, George Marques Peixoto. O caso gerou comoção e reacendeu o alerta sobre os riscos envolvidos na revogação de medidas protetivas.

A primeira denúncia de violência doméstica foi registrada no dia 8 de março de 2025. Na ocasião, Amabhia relatou à Polícia Militar ter sido agredida com um soco no rosto durante uma discussão com George dentro de sua residência. Encaminhada ao hospital, ela teve seu caso encaminhado à Polícia Civil, que solicitou medidas protetivas de urgência.

A Justiça determinou o afastamento do agressor, proibindo qualquer tipo de contato com a vítima, seus familiares e testemunhas, além de impedir sua aproximação do local de trabalho da jovem.

Contudo, semanas depois, a própria Amabhia solicitou a revogação das medidas, apresentando um documento manuscrito à Polícia Militar. Mesmo assim, vizinhos continuaram relatando episódios de violência. Em 22 de maio, a jovem afirmou que George estaria cumprindo as determinações judiciais, apesar dos indícios contrários.

No sábado, a irmã da vítima, Núbia Joana da Silva, compareceu à delegacia para solicitar o exame cadavérico, mas não soube informar detalhes do crime. A Polícia Civil registrou o caso como homicídio consumado, com base no artigo 121 do Código Penal.

George Marques Peixoto, que já possui diversas passagens por violência doméstica, é o principal suspeito do assassinato. A investigação segue em andamento.

O caso evidencia a urgência de um olhar mais atento das autoridades e da sociedade diante da gravidade da violência doméstica, especialmente quando a vítima, por medo, pressão ou esperança de reconciliação, opta por revogar a proteção legal.