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Marconi comemora fim da Operação Cash Delivery e diz que foi vítima de uma “farsa”

O tucano convocou uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (16), onde comentou o arquivamento da operação que o prendeu durante as eleições de 2018

Oficializando o seu retorno ao Estado, onde não descarta ser candidato ao Governo, ao Senado ou a Câmara Federal, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) concedeu uma entrevista coletivo na manhã desta segunda-feira (16), onde falou sobre o arquivamento da Operação Cash Delivery que, segundo o tucano, foi uma “farsa” que acabou. O fim das investigações inocentam o tucano e o ex-presidente da antiga Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Agetop), Jayme Rincón. Eles, no entanto, serão investigados pela Justiça Eleitoral, onde o processo será reiniciado.  

Durante a entrevista coletiva que durou quase 45 minutos, o tucano diz que foi vítima de uma perseguição política que aconteceu durante as eleições de 2018, quando ele era candidato ao Senado Federal. As ações, segundo o tucano, aconteceram com o objetivo de desestabiliza-lo e tirar ele e o seu grupo do poder após cinco vitórias consecutivas nas eleições para o Executivo Estadual.  

“Ficou demonstrado claramente que a única missão dessa operação era me prejudicar como candidato ao Senado Federal e eu fiz questão de reiterar que, qualquer uma das delações não fazem menção ao meu nome, ou a qualquer benefício no Governo. O único objetivo era me humilhar e me machucar politicamente”, avalia o tucano. 

Após o arquivamento, Marconi diz que a ficou a sensação de que houve uma “justiça tardia” que foi cometida em seu favor após mais de três anos em processo na Operação Cash Delivery. O processo, segundo ele, está “morto” e “acabou porque não houve recurso”. “É um inquérito que deveria ir para a Justiça Eleitoral e lá vão começar uma nova investigação se houve Caixa 2, se houve financiamento de campanha. Mas tenho muita confiança na Justiça Goiana e na minha inocência”, acrescenta o tucano.  

“Tentaram sujar o meu nome. Agora eu posso falar que eu fui o político mais perseguido da história de Goiás, passei por mais de quatro anos fora do governo e agora estou tranquilo, de consciência aberta para falar sobre este tema e outros temas no Estado”, avalia o tucano ao se disponibilizar para voltar às urnas.  

O tucano deve retornar às urnas. Vai concorrer a uma das 17 cadeiras disponíveis para a Câmara Federal, a única cadeira disponível para o Senado ou ao Palácio das Esmeraldas, cujas lideranças defendem dentro do PSDB Goiano, partido que é liderado por Marconi.

“Estou disposto a participar do processo eleitoral de 2022 e estou ouvindo as nossas lideranças. Há quem prefere o meu nome para o Governo, há nomes que defendem o meu nome para o Senado e uma pequena parcela que prefere que eu seja candidato a deputado federal”, acrescenta o tucano.  

O prazo para a definição é dia 5 de agosto e para definir as composições do primeiro turno, no entanto o tucano não descarta um acerto somente para o afunilamento do pleito como, por exemplo, o segundo turno das eleições. “Temos um prazo extenso. Se der para fazer uma boa aliança, ótimo. Se não der, vamos trabalhar para ter uma candidatura no segundo turno, mas posso adiantar que, desde o início, o PSDB tem defendido uma candidatura própria”, defende o tucano.

POR DAYREL GODINHO 

Acompanhe a entrevista:

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