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Brasil

IOF: Nocauteado, Haddad fala em apelar ao STF ou cortar gastos

Governo se desespera em meio ao descontrole fiscal de um modelo de gestão gastador

Por Valdir Justino 27 de junho de 2025, 00:54 Última atualização: 27 de junho de 2025, 15:34
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IOF: Nocauteado, Haddad fala em apelar ao STF ou cortar gastos
Imagem: Foto Reprodução

Fernando Haddad Fotos: Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em plena “ressaca” após o governo Lula (PT) sofrer uma derrota acachapante no Congresso Nacional, nesta quarta-feira (25), falou em apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF). A judicialização das pautas do governo é um claro sinalizador de desespero, uma vez que o Executivo precisa respeitar o Legislativo e nutrir bom relacionamento com o Congresso, até para facilitar o caminhar do próprio governo, que não se recupera em meio aos sucessivos tropeços.

Na noite desta quinta, a gestão petista amargou a derrubada do decreto federal que reajustava as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida era uma das poucas esperanças recursais do Palácio do Planalto para tentar equalizar as contas.

Outra alternativa cogitada por Haddad – que é a mais radical do ponto de vista de um governo perdulário, que tem o descontrole fiscal como praxe – é cortar na própria carne e recorrer à austeridade fiscal, vulgo corte de gastos.

É o primeiro decreto do governo federal derrubado em mais de 30 anos, o que revela o declínio também político deste terceiro mandato de Lula na Presidência do país.

– Na opinião dos juristas do governo, [a decisão do Congresso sobre o IOF] é flagrantemente inconstitucional. Sendo uma prerrogativa legal, nem nós devemos nos ofender quando um veto é derrubado e nem o Congresso pode se ofender quando uma medida é considerada pelo Executivo incoerente com o texto constitucional – afirmou o ministro.