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Igreja Católica nomeia padre para função de exorcista no DF: “o mal existe”

Prática, que durante muito tempo era um tabu, hoje é tratada com naturalidade

A Arquidiocese de Brasília nomeou, na semana passada, o padre Ambrogio Albertario como novo exorcista para atuar no Distrito Federal. Em nota, a entidade disse que ele permanece nas funções que já exerce na paróquia, mas também realizará este novo ofício e ministério, em favor da igreja em Brasília.

No imaginário popular, o exorcismo é algo semelhantes às cenas dos filmes de terror, com portas batendo, gritos, pessoas flutuando e subindo nas paredes. Contudo, a prática tem uma importância maior dentro da Igreja Católica e é tratada com cuidado pelos padres escolhidos para exercer a função e que tenham passado por um processo de formação.

Atualmente, com a descoberta de mais doenças psiquiátricas, sessões de exorcismo não são tão comuns e são feitas apenas depois de uma avaliação criteriosa. O teólogo Gidalti Guedes da Silva explica que existem experiências e sintomas psicológicos e emocionais que se assemelham ao que religiosamente se entende como possessão.

Inclusive, segundo o especialista, pesquisadores já desenvolveram estudos que tentam provar que transtornos de personalidade podem apresentar sintomas semelhantes ao que se classifica como possessões por espíritos malignos. Esses teóricos classificam que pode ser a própria pessoa com outra personalidade.

O especialista acrescenta que a igreja entende que existe a possibilidade de alguém sofrer com transtornos e apresentar sintomas semelhantes aos indícios de uma possessão. O padre Silvio concorda. Segundo ele, há muitos casos em que as pessoas o procuram acreditando estarem possuídas, mas estão com algum tipo de problema psicológico, de personalidade, crises esquizofrênicas e até mesmo convulsões.

Por esse motivo, antes de se realizar um exorcismo, é feita uma rigorosa avaliação para confirmar ser um caso a ser tratado pela igreja e não por médicos.

“Alguns sinais são falar palavras em língua desconhecida, a pessoa nasceu no Brasil e começa a falar ou entender idiomas que ela não conhecia; a manifestação de coisas distantes ocultas, saber de coisas inexplicáveis; mostrar uma força superior à idade ou condições físicas; e forte aversão a Deus, ao nome de Jesus e objetos santos”, descreve o padre.

Para não confundir problemas espirituais com problemas psicológicos, o teólogo aconselha não substituir acompanhamento psicológico por aconselhamento religioso. “Os sacerdotes estudam psicologia para acompanhamentos, mas isso não substitui. E, geralmente, pessoas que se encontram em um estado de possessão são pessoas emocionalmente fragilizadas. Por isso, a fé não deve anular a ciência e nem a ciência anular a fé”, completa Gidalti Guedes.

Por Larissa Feitosa

*Essa reportagem utilizou informações do jornal Correio Braziliense

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