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Feriado é marcado por manifestações em Brasília

Apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), se reuniram no QG do Exército contra o resultado das eleições

O feriado da Proclamação da República, comemorado nesta terça-feira (15), reuniu manifestantes em frente ao Quartel General (QG) do Exército, em Brasília. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão nas ruas desde 30 de outubro, em protesto contra o resultado das urnas. Nesta terça, o grupo recebeu o apoio de novos manifestantes. 

Foto: Gabriela Oliva/O TEMPO Brasília

Assim como em outras manifestações, há faixas no local com posicionamentos críticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos ministros das Cortes, ao comunismo e em defesa da “liberdade de expressão”.

No local, também chama atenção diversas tendas de oração com pessoas ministrando cultos, fazendo a leitura da Bíblia e utilizando os versos do livro sagrado para defender a intervenção militar. Caminhoneiros também realizaram um buzinaço na região por cerca de 30 minutos. Uma motociata também é realizada pelas vias de Brasília por apoiadores de Bolsonaro.

Por volta das 12h, a chuva que caiu na capital federal dispersou momentaneamente os manifestantes. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas procurando abrigo em tendas.

Os atos foram anunciados nas redes sociais, com convocações também para o Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Recife e Belo Horizonte. Na capital federal, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) decidiu interditar o trânsito na Esplanada dos Ministérios. Até a última atualização desta reportagem, a pasta ainda não havia divulgado o balanço dos protestos na capital.

Foto: Gabriela Oliva/O TEMPO Brasília

Sobre o fechamento da Esplanada dos Ministérios para o trânsito de veículos, a Secretaria de Segurança disse que “se deu por razões preventivas de segurança, para evitar circulação de veículos e pessoas no mesmo local, pois com a possibilidade de atos públicos na região central de Brasília, como identificado pelos setores de inteligência das forças de segurança. Após o término do evento e dispersão do público, a reabertura da Esplanada será avaliada.”

Governo do DF também monitora o comércio ambulante no acampamento. No último fim de semana, fiscais fizeram uma operação com apoio da Polícia do Exército para tirar os vendedores irregulares da região.

No entanto, eles voltaram a frequentar o endereço. Há pessoas vendendo guarda-chuvas, capas de chuva, além de carrocinhas de pipoca, barracas de pastéis, de churrascos, dentre outros. Há, ainda, tendas com venda de roupas, mochilas e bonés de estilo militar.

Militares só observam manifestação 

Militares não estão agindo para impedir o cerco ao QG do Exército em Brasília. Carros e integrantes da instituição circulam normalmente pela manifestação. Soldados apenas reforçaram o entorno do quartel com cones e fitas de isolamento. 

Na última sexta-feira (11), as Forças Armadas divulgaram uma nota conjunta na qual afirmam apoio à democracia e ao estado democrático de direito, e dizem que as manifestações de apoiadores de Bolsonaro que ocorrem após as eleições são legítimas, mas condenam “eventuais excessos”.

R7/O Tempo

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