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Enel vai perder concessão por não cumprir regras do contrato, diz Caiado

O governador declarou que a empresa não conseguirá reverter a média sobre quedas e horas sem energia elétrica, o que causa a caducidade do contrato.

ReproduçãoRonaldo Caiado durante sabatina no Jornal da Anhanguera

Ronaldo Caiado durante sabatina no Jornal da Anhanguera

REDAÇÃO G5

Candidato à reeleição, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) foi enfático ao afirmar durante sabatina do Jornal Anhanguera 1ª edição, da TV Anhanguera, afiliada da TV Globo em Goiás, que a Enel – empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Goiás desde 2017 – não seguirá atuando em território goiano a partir de fevereiro do próximo ano, mesmo se a Celg-D não for vendida este ano, como o planejado.

Ele explicou que a concessionária não cumpriu as regras impostas e por isso o contrato perdeu validade em decorrência da não inexecução total do acordo.

“A caducidade do contrato com a Enel vem em função do não cumprimento daquilo que está nele. Se a Enel não cumpriu, isso provoca a caducidade. Posso assegurar o que estou dizendo, pois falei com o ministro de Minas e Energia. A Enel não tem como mais recuperar a média sobre quedas e horas sem energia elétrica”, completou, ressaltando que a quantia exigida para a continuidade do contrato era de aproximadamente 12 horas de média sem o fornecimento. Em cinco anos de execução de serviços, a empresa soma, em média, 18 horas sem o serviço.

O governador lembrou que à época da privatização da Celg-D era senador da República, período em que foi contrário à negociação.

“Ainda quando estava no Senado, nos meus maiores embates, eu já mostrava o que isso daria. A venda da Celg levou aos cofres de Goiás mais de R$ 12 bilhões em dívidas, valor que o cidadão paga”, lamentou Caiado.

Outros assuntos da sabatina

Durante a entrevista,, Caiado também falou sobre a marca de seu governo, principalmente da questão fiscal e investimentos na promoção da cidadania.

“A marca do meu governo é o respeito ao dinheiro público”.

Caiado falou sobre o legado que pretende deixar em mais quatro anos no governo.

“Graças ao respeito ao dinheiro público, os goianos enxergam a diferença de um governo que enfrentou todas as dificuldades fiscais, bloqueios e, de repente, superou tudo. Superou uma pandemia salvando vidas. Podem saber que vamos deixar um legado de cidadania, de dignidade, rompendo o ciclo da pobreza”, concluiu.

Sobre transporte público, Caiado destacou o subsídio repassado pelo Estado, em parceria com prefeituras, para a manutenção do valor do bilhete. Desde o início de sua gestão, o preço da tarifa não teve nenhum aumento à população.

O governador também relembrou políticas públicas como o Bilhete Único e o Passe Livre do Trabalhador, e projetou para outubro o lançamento do Meia Tarifa, que começará por Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Com o novo programa, usuários que realizaram viagens inferiores a cinco quilômetros pagarão metade do valor cobrado, hoje R$ 4,30. Ou seja, R$ 2,15. “Tudo o que precisamos é de modernizar. Precisamos dar condições para Goiânia ter ônibus com qualidade para as pessoas no transporte”, disse o governador.

Questionado sobre as ações de infraestrutura por Goiás, o gestor relembrou a situação fiscal em que pegou o Estado e como, ainda assim, tocou e concluiu diversas obras em todas as regiões, enumerando vários municípios.

“Você vê, hoje, a gente recuperando rodovias. Com respeito ao dinheiro público, as coisas vão acontecendo. E vale lembrar que não colocamos asfalto R$ 1,99 não. É um asfalto padrão do governo Ronaldo Caiado.”

Na pauta da segurança pública, perguntado sobre como reduzir os índices de feminicídio em Goiás, o governador enfatizou que a luta é uma de suas bandeiras desde os tempos em que atuava no Congresso Nacional.

“As medidas coercitivas deveriam ser autorizadas por qualquer autoridade e não apenas por um juiz de direito. Tenho dado determinações, nossa Patrulha Maria da Penha tem sido fortalecida. Existe também o Disque Denúncia, pedimos suporte aos advogados dativos. Isso (agressão a mulheres) é uma prática inadmissível, que combato com veemência. É regra do meu governo não fazer concessões a esses crimes”, salientou Caiado.

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