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Desemprego recua para 8,9% em agosto com recorde de trabalhadores sem carteira assinada, aponta IBGE

País inicia o segundo semestre do ano com menor índice de desemprego desde 2015, puxado pela informalidade. Pressionado pelo recuo da inflação, rendimento real cresceu novamente.

Por Daniel SIlveira, g1

30/09/2022


O Brasil começou o segundo semestre deste ano com índices de desemprego mais baixos em sete anos, consolidando tendência de recuperação do mercado de trabalho. Em contrapartida, bateu recorde histórico o número de trabalhadores sem carteira assinada no país. É o que apontam os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, realizado por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa de desemprego em agosto caiu para 8,9%, a menor desde julho de 2015, quando ficou em 8,7%.

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Esta foi a sexta queda seguida da taxa de desemprego no país, que já mantinha uma trajetória de declínio desde março do ano passado. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, o resultado de agosto consolida a tendência de recuperação do mercado de trabalho no Brasil.

Em números absolutos, o país encerrou agosto com um contingente de, aproximadamente, 9,7 milhões de desempregados – o menor nível desde novembro de 2015 – cerca de 200 mil a menos que no trimestre terminado em julho, o que representa uma queda de 2%.

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Já na comparação com agosto do ano passado, a queda do número de desempregados chegou a 30,1%, o que corresponde a cerca de 4,2 milhões de pessoas a menos procurando nova oportunidade no mercado de trabalho.

Já o contingente de pessoas ocupadas chegou a 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012.

Pelo segundo mês consecutivo, o rendimento real habitual cresceu e chegou a R$ 2.713 no trimestre.

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Principais destaques da pesquisa:

  • Desemprego caiu para 8,9%, menor índice da série desde o trimestre encerrado em julho de 2015
  • Número de desempregados recuou para 9,7 milhões de pessoas, patamar mais baixo desde novembro de 2015
  • Contingente de pessoas ocupadas bateu novo recorde: 99 milhões
  • População subutilizada caiu para 23,9 milhões de pessoas, 23,6% a menos que em agosto do ano passado
  • Pessoas fora da força de trabalho se manteve estável em 64,6 milhões de pessoas
  • População desalentada (que desistiu de procurar trabalho) foi estimada em 4,2 milhões, estável na comparação trimestral, mas 18,5% menor no confronto anual
  • Taxa de informalidade foi de 39,7% da população ocupada
  • Número de trabalhadores informais chegou a 39,3 milhões
  • Número de empregados sem carteira assinada foi o maior da série: 13,2 milhões
  • Número de empregados com carteira de trabalho assinada subiu para 36 milhões
  • Trabalhadores por conta própria atingiram 25,9 milhões de pessoas
  • Número de trabalhadores domésticos subiu para 5,9 milhões de pessoas
  • Número de empregadores foi de 4,3 milhões de pessoas
  • Rendimento real habitual ficou em R$ 2.713 – 3,1% a mais que no trimestre anterior, mas estável na comparação anual
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