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Caso Valério Luiz: Após quatro adiamentos, acusados de matar o radialista são julgados em Goiânia

Crime aconteceu há 10 anos. Cinco acusados enfrentam o banco dos réus.

Valério Luiz foi morto em julho de 2012, quando tinha 49 anos. Segundo a denúncia do Ministério Público, o assassinato foi motivado pelas críticas constantes de Valério Luiz ao Atlético-GO, time que Maurício Sampaio era vice-presidente.

São cinco acusados do crime (veja o perfil de cada um):

  • Maurício Sampaio, apontado como mandante;
  • Urbano de Carvalho Malta, acusado de contratar o policial militar Ademá Figueiredo para cometer o homicídio contra o radialista;
  • Ademá Figueiredo Aguiar Filho, apontado como autor dos disparos que mataram Valério;
  • Marcus Vinícius Pereira Xavier, que teria ajudado os demais a planejar o homicídio do radialista;
  • Djalma Gomes da Silva, que teria ajudado no planejamento do assassinato e também atrapalhado as investigações.

O julgamento, que já foi adiado 4 vezes, começou às 9h15;

Filho de Valério Luiz espera que júri seja realizado nesta 5ª tentativa: ‘Tivemos adiamentos por todas as razões possíveis’, disse.

Entre os motivos para o adiamento dos júris anteriores estão um jurado ter passado mal e até o abandono de advogados dos réus do plenário.

Relembre os motivos dos adiamentos do julgamento:

23 de junho de 2020: O júri foi adiado pela primeira vez em razão da pandemia de Covid-19. A suspensão de todos os julgamentos foi uma determinação do Conselho Nacional de Justiça.

14 de março de 2022: O advogado que defendia Maurício Sampaio deixou o caso. Com isso, foi necessário adiar o julgamento para que um novo defensor fosse nomeado e tomasse conhecimento do caso.

2 de maio de 2022: Os advogados de Maurício Sampaio abandonaram o plenário alegando que o juiz Lourival Machado não era imparcial para presidir a sessão. Os recursos apresentados sobre esse fato foram todos negados.

14 de junho de 2022: Um jurado passou mal no segundo dia de julgamento e, com isso, o júri foi dissolvido.

A previsão é que o julgamento dure três dias. Nos dois primeiros, devem ser ouvidos os depoimentos das 24 testemunhas listadas e o interrogatório dos cinco acusados. No terceiro dia, acusação e defesa devem apresentar suas argumentações aos jurados. Essa última parte deve durar 9 horas.

Ao todo, são 24 testemunhas listadas. Serão ouvidas, inicialmente, as cinco de acusação. Depois, as cinco de cada réu. O acusado Marcos Vinícius não selecionou nenhuma testemunha para falar em sua defesa.

Depois das testemunhas, os réus são interrogados. Com o fim dessa fase, começam os debates. Primeiro, o Ministério Público e o assistente de acusação apresentam seus argumentos. Na sequência, a defesa apresenta sua tese aos jurados. Pode haver réplica e tréplica.

Por fim, os jurados votam pela condenação ou absolvição dos réus.

O empresário Maurício Sampaio chegou ao Tribunal de Justiça e alegou que é inocente.

“Isso não é jogo de futebol, isso é uma coisa séria, é minha vida, minha liberdade. Obviamente vou provar minha inocência”, afirmou.

Questionado se deve haver algum pedido de adiamento do júri, Maurício Sampaio afirmou que não depende dele. “Eu tenho a minha verdade”, completou.

G1 Goiás

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