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impostos federais

Às vésperas do 2º turno, Lula zera impostos federais da gasolina por um mês

Além da gasolina, medida também cria subsídio para o diesel

Por Valdir Justino 09 de outubro de 2026, 14:02
Combustíveis
Combustíveis — Foto Reprodução

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (9) uma série de medidas em relação aos combustíveis no Brasil. Entre elas, está a isenção total de impostos federais sobre a gasolina, em medida que vale pelos próximos 30 dias.

Além disso, a desoneração integral do etanol continua, mas haverá ampliação da subvenção do combustível. Também será criado um subsídio para o diesel importado.

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o impacto deve ser de R$ 5,2 bilhões no próximo mês, um aumento de R$ 2,7 bilhões em relação às medidas anteriores.

Em relação à gasolina, as alíquotas de PIS/Cofins foram zeradas. A redução por litro era de R$ 0,63 e agora chega a R$ 0,89. Segundo o ministro, o aumento é compatível com a elevação do preço da gasolina desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas já têm sido anunciadas e não têm nenhuma relação com o segundo turno das eleições.

A gente tem anunciado isso desde o início da guerra… Não tem nenhuma mudança em relação ao timing eleitoral.Dario Durigan, durante coletiva

A desoneração do etanol foi mantida em R$ 0,19 por litro, correspondendo à zeragem das contribuições federais. Para manter a competitividade do etanol, o governo também aumentou de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro a subvenção do combustível.

O diesel também sofreu mudanças. Foi criada uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro do combustível importado, que deve custar aos cofres públicos R$ 1,6 bilhão nos próximos 30 dias. O valor se soma a outra subvenção, essa válida para o combustível tanto importado como nacional, de R$ 2,12, chegando a um total de R$ 3,52 por litro.