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Alvo de ação que apura desvios no MEC, pastor Gilmar se diz inocente e que prisão foi ‘reconhecidamente inconstitucional’

Religioso começou a ser investigado após ser citado em áudio pelo então ministro Milton Ribeiro. Ele foi solto após decisão judicial.

O pastor Gilmar Santos, um dos alvos da operação da Polícia Federal que apura desvios de verba no Ministério da Educação, disse na noite de quinta-feira (23) que é inocente e que prisão foi ilegal. O religioso começou a ser investigado após ser citado em áudio pelo então ministro Milton Ribeiro. Ele foi solto após decisão judicial.

“Irmãos, não há julgamento ou veredicto sob o meu nome, o que mostra a ilegalidade desta prisão, sem lastro na legislação brasileira, reconhecidamente inconstitucional”, escreveu em uma rede social.

Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são investigados por atuar informalmente junto a prefeitos para a liberação de recursos do Ministério da Educação. Além deles, também foram presos o ex-ministro, o ex-assessor da Prefeitura de Goiânia Helder Barbosa e o ex-gerente de projetos da Secretaria Executiva do Ministério da Educação (MEC), Luciano Musse.

Pastor Gilmar Santos diz que é inocente após ser preso em operação da Polícia Federal — Foto: Reprodução/Instagram
Pastor Gilmar Santos diz que é inocente após ser preso em operação da Polícia Federal — Foto: Reprodução/Instagram

Gilmar escreveu ainda que o país “está tomado pelo ódio e fome ao poder, com interesses políticos manipulando a verdade e a transparência dos fatos. Como sabemos, existe uma luta incansável para enfraquecer o governo eleito”.

Investigado

O nome de Gilmar foi citado por Milton Ribeiro em áudios divulgados em março. Nas gravações, o ex-chefe do MEC indica que a prioridade de repasse de verbas seria ditada por dois pastores, a pedido do presidente Jair Bolsonaro.

Depois, novo áudio do ministro foi divulgado negando os favorecimentos. Na época, o religioso negou participar de “gabinete paralelo”.

Por Vitor Santana, g1 Goiás

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