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Jornal Diário Popular - Após ser pego em blitz, Cachoeira diz que já foi "exposto demais na mídia"

16/07/2018 09:51

Após ser pego em blitz, Cachoeira diz que já foi "exposto demais na mídia"

CATEGORIA: mundo

O bicheiro Carlinhos Cachoeira disse nesta segunda-feira (29/4) que se recusou a fazer o teste do bafômetro, ao ser parado pela Polícia Rodoviária Federal no último domingo (28/4) porque já foi "exposto demais na mídia".

Cachoeira voltava de um show do cantor sertanejo Gusttavo Lima  com a mulher, Andressa Mendonça, e um casal de amigos. Ele disse que ficou irritado por ter de fazer o teste do bafômetro na frente de uma emissora de televisão. O contraventor foi autuado e encaminhado para o 6.º Distrito Policial de Anápolis.

"Armaram um circo, correram com câmera e tudo para me filmar e eu não sou artista de circo nenhum, já fui exposto demais na mídia. Quando me levaram para dentro do posto policial, decidi que não era obrigado a fazer o teste na frente de televisão nenhuma, então, ser levado para a delegacia em Anápolis era melhor e lá eu poderia fazer o exame sossegado. Foi assim que eu pensei", disse Cachoeira.

Ele contou que o delegado não o deixou fazer o teste do bafômetro, alegando que já teria se passado uma hora. "O motivo é um desentendimento de um parente dele, um radialista de Anápolis, comigo. Acabei prejudicado por isto", disse.

De acordo com relatos dos agentes, Cachoeira não resistiu à prisão e parecia até "conformado" com a situação. O delegado de plantão, Manoel Vanderick, que lavrou o auto de flagrante, nega a versão.

"Eu disse para ele que era a única contraprova que ele poderia produzir diante do testemunho dos policiais da PRF que o conduziram. Mesmo assim ele preferiu não soprar naquela oportunidade.

Segundo o delegado, foi solicitada a avaliação de um médico, que concluiu por "sinais de embriaguez aguda". Mas às 5h22, quase uma hora e meia após o flagrante, a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, disse que ele tinha mudado de ideia e estava disposto a fazer o exame.

"Aí já era tarde demais, não seria justo porque há consenso entre os médicos de que a cada hora, uma dose de álcool é eliminada no corpo humano. Não há questão pessoal nenhuma, me embasei em testemunhas da PRF e no exame médico.

Cachoeira pagou fiança de R$ 22 mil para ser liberado.

(Com Estadão Conteúdo)

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