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Milho: contrato setembro bate recorde na B3, negociado acima de R$ 50; veja tendência

CATEGORIA: economia

Jornal Diario Popular

07:15 01/08/2020

 

Notícia: Agronegócio

 

MERCADO

 

Milho: contrato setembro bate recorde na B3, negociado acima de R$ 50; veja tendência

 

Segundo analista, a tendência para o segundo semestre é de preços firmes, com chance até de novas altas caso a demanda interna se fortaleça

 

Os preços do milho bateram recorde na B3 nesta sexta-feira, 31. O contrato com vencimento em setembro alcançou a máxima de R$ 50,84 durante o dia, maior valor desde que passou a ser negociado na bolsa. Por volta das 13h (horário de Brasília), operava a R$ 50,74.

 

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, afirma que o fator preponderante para o avanço das cotações é a comercialização bem adiantada. “Com a colheita na reta final em Mato Grosso e a comercialização na faixa de 70% da segunda safra, resta pouco para ser negociado”, diz.

 

Segundo ele, os produtores que têm milho para negociar estão esperando preços maiores, até acima de R$ 55 por saca nos portos, já que sabem que há pouco produto disponível para negociar no segundo semestre. “Tivemos negócios nos portos a R$ 52 esta semana, em Paranaguá, para o milho entregue em setembro”, conta.

 

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Brandalizze analisa que as exportações têm ganhado ritmo nas últimas semanas. Na semana passada, os embarques totalizaram cerca de 1 milhão de toneladas e ele projeta mais 2 milhões de toneladas na semana final de julho. Dessa forma, o mês fechado poderia até passar de 5 milhões de toneladas exportadas.

 

O analista afirma que o milho negociado está programado para embarques em agosto, setembro e outubro, mas que ainda há muito interesse comprador para os meses seguintes.

 

O destaque, de acordo com Brandalizze, continua sendo a China, que está comprando muito cereal em virtude de demanda crescente e dos estoques baixos no país. A projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para as importações chinesas era de 7 milhões de toneladas.

 

Fonte: Canal Rural

 

Responsável: Celso Francisco

 

Jornal Diario Popular

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