24/06/2017 17:57

Perillo exige retratação da PC para retomar diálogo

CATEGORIA: policia

Governador concedeu entrevista coletiva e reafirmou posicionamento de repúdio da administração estadual à invasão do Palácio Pedro Ludovico, ontem, por agentes da Polícia Civil; Secretaria de Segurança vai abrir processo disciplinar contra os policiais que quebraram vidros do prédio e tiveram atitudes hostis; governo exige retratação pública dos policiais à sociedade sob pena de encerrar diálogo que vem mantendo com a categoria desde 2013

Goiás247 - O governador Marconi Perillo concedeu entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira, no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, para reafirmar o posicionamento do Governo do Estado em relação à invasão da sede do Executivo por um grupo de policiais civis, na tarde de ontem. O governador fez a leitura de uma Nota do Governo de Goiás à população, e informou sobre as providências punitivas que serão aplicadas aos policiais que participaram da invasão ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, e danificaram parte da estrutura de acesso ao prédio.

No documento, ele afirmou que o Governo de Goiás considera a invasão à sede do Executivo atentado ao Estado Democrático de Direito e constitui afronta grave à Constituição Federal, à estabilidade dos Poderes instituídos pela República, além de desrespeito à população e ameaça à paz social.

O governador declarou, por meio da nota, que o Estado defende o direito à manifestação, mas entende que o ato específico viola frontalmente a Constituição Federal e a Constituição do Estado de Goiás, que asseveram que a Polícia Civil é corpo integrante da Segurança Pública da República,  e que deve atuar, junto às demais instâncias que a compõem, para “assegurar a preservação da ordem pública, a incolumidade das pessoas, do patrimônio e do meio ambiente e o pleno e livre exercício dos direitos e garantias fundamentais, individuais, coletivos, sociais e políticos estabelecidos na Constituição da República”; informou que o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, e o chefe de gabinete, Eduardo Zaratz, se reuniram, na manhã de hoje, com os representantes das categorias, e exigiram dos policiais retratação pública de desculpas à sociedade e ao governo pelo ato de vandalismo que cometeram, sob pena de que o diálogo que vinha mantendo com a categoria, desde o ano passado, seja encerrado. O governo quer, ainda, que os policiais paguem pelos danos ocasionados à sede do Executivo, e retirem o indicativo de greve.

 “Já solicitei ao secretário Mesquita que abra todos os processos disciplinares. Nós temos as filmagens nas câmeras do Palácio; já temos identificados quase todos que cometeram esses excessos, e a minha determinação ao secretário e ao chefe da Polícia Civil, é que abram os inquéritos, os processos disciplinares e administrativos. Não toleramos esse tipo de vandalismo, de desrespeito à Constituição da República e do Estado”, afirmou o governador.

“Quero tranquilizar a população. Nós vamos agir de forma muito rigorosa e firme; vamos estar sempre abertos ao diálogo com todos os servidores que nunca foram tão valorizados como nos meus três mandatos como governador. Temos muito respeito pela corporação Polícia Civil. Nomeamos recentemente quase 900 policiais, mas não vamos permitir atentado ao Estado Democrático de Direito”, enfatizou.

 O governador relembrou que o governo tem cumprido as políticas salariais dos servidores públicos. “É importante registrar que neste governo pagamos as datas-base de 2011 e 2012, e estamos pagamento em parcelas a data-base referente a 2013; e vamos pagar a data-base do exercício de 2014. Isso significará que nenhum servidor público estatutário terá tido aumento inferior a 26% neste governo. O reajuste do piso dos professores também será incorporado neste ano. O governo está estabelecendo série de políticas salariais para beneficiar os servidores, e isso foi feito ao longo do tempo. Isso, além de pagar os salários rigorosamente em dias, no mês vincendo, e o 13º salário no mês do aniversário”, reforçou.

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