24/06/2017 17:57

Senador Wilder diz que Dilma deve observar a eficiência dos incentivos fiscais

CATEGORIA: politica

Senador  Wilder Morais   em discurso   contra unificação do ICMS

Nesta quarta-feira, 15, o senador Wilder Morais disse que a presidente Dilma Roussef  “deve observar a importância  dos  incentivos fiscais para o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Wilder fez o alerta durante o  seu discurso  na  manifestação  que reuniu   milhares de  goianos em Brasília contra  a proposta de mudança do   Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (CMS). O  parlamentar  afirmou     que haverá  consequências   sociais e econômicas  se os incentivos fiscais acabarem.

Segundo  Wilder,  os incentivos fiscais se revelaram na mais eficaz plataforma impulsionadora dos desenvolvimentos regionais até hoje implantados no Brasil, gerando milhões de empregos e contribuindo para a diminuição das desigualdades regionais. “Não podemos permitir que essa ação acabe com os números positivos da economia goiana”,   defendeu o senador   

Wilder   explica que  a  Medida Provisória (MP)  559, que trata do assunto, impede os  estados menos desenvolvidos, como Goiás, de oferecer ICMS interestadual mais baixo para as empresas  se instalarem em seus municípios.  Na opinião do senador , sem esse atrativo, as indústrias que hoje produzem aqui vão mudar para estados mais ricos, mais populosos e com infraestrutura melhor.   O parlamentar acredita que sem incentivos fiscais  Goiás  voltará a ser  um estado que só produzirá grãos e bois.

 Para o senador  Wilder Morais, “os estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste não podem aceitar essa MP”. Segundo ele, “os estados dessas regiões devem dizer não a essa reforma tributária fatiada, que tira a única ferramenta que os governos têm para atrair empresas e gerar desenvolvimento aos estados”.  

A manifestação, que teve à frente o  governador de Goiás – Marconi Perillo contou os  secretários de Estado, os senadores Lúcia Vânia, Wilder Morais e Cyro Miranda, os 17 deputados federais, quase todos os 246 prefeitos, centenas de vereadores, empresários, líderes sindicais, funcionários de empresas.

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